Crítica – O Discurso do Rei

Independente da época, histórias da realeza tem grande encanto no público. O cinema se apropria destas histórias lançando sempre filmes que são sucesso de bilheteria, vide a Rainha, A Outra, Elizabeth… Desta mesma forma O discurso do Rei tem alcançado sucesso nos cinemas e agradado o público.

The king’s speech no original conta a história do rei George VI, Colin Firth (O direito de amar, Os fantasmas de scrooge), que ainda como príncipe mas o mais provável candidato ao trono não consegue discursar devido a gagueira que o acompanha desde a infância. Com a ascensão do rádio, é certo que os discursos do rei seriam transmitidos para toda a nação através do aparelho, era preciso um rei de ótima oratória. Após procurar tratamento com muitos médicos resolve tentar com um terapeuta pouco ortodoxo e de métodos peculiares Lionel Logue, Geofrey Rush (Piratas do Caribe, Elizabeth: A era de ouro) que tem uma atuação exata. A partir daí cria-se uma amizade entre o terapeuta e o rei, que posteriormente torna-se um brilhante orador e seus discursos são lembrados como muito importantes na união do país em tempos de guerra.

A direção é de Tom Hooper conhecido mais por seu trabalho em séries de TV. O assunto do filme não é dos mais fáceis de se transpor para a tela do cinema, mas o diretor faz um bom trabalho, apesar de alguns momentos lentos que podem cansar um pouco o público. Colin Firth tem uma ótima atuação, não deixa a gagueira ser extremada e mantém um ar de realeza britânica mesmo com problema de fala e até mesmo ao xingar. Helena Boham Carter faz o papel da rainha Elizabeth, ela aparece pouco no filme mas é interessante ver a carreira da atriz se diversificando além dos personagens bizarros de Burton.

A fotografia de Dany Cohen é bélissima, parecendo que antigas fotos ganharam movimento. Mas apesar de seus méritos muito dos quais devido as atuações de Colin Firth e Geofrey Rush, O Discurso do Rei nada mais é do que um filme sobre realeza britânica e um filme sobre amizade e isso não faz deste um filme excepcional.

Publicado em 24 24UTC fevereiro 24UTC 2011, em Crítica e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Realeza britânica e amizade? Sem romance e cenas de perseguição? Acho que vou dar uma chance.

  2. Já era tempo para esse problema virar um tema SÉRIO do cinema, e não um daqueles filmes onde o gago é um idiota.
    Obs: Já tive esse problema. Não de ser idiota, mas de ter gagueira.

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