Candidatos Brasileiros ao Oscar 2012
Os filmes que podem representar o Brasil no Oscar de Melhor filme estrangeiro de 2012 foram divulgados. A lista contem 15 obras que serão avaliadas e então apenas 1 escolhido para trilhar um longo caminho até talvez ser um dos cinco indicados. O finalista será conhecido na proxima terça (20).
Na lista de possibilidades filmes que fizeram boa bilheteria no país como Tropa de Elite 2, Bruna Surfistinha e Assalto ao Banco Central. Mas o fator renda normalmente não influencia na escolha da Comissão Especial de Seleção. Normalmente é escolhido um filme que ninguem quis ver sob a desculpa de que representa melhor o país. Mais interessante seria uma votação aberta ou um conselho mais abrangente.
Nesse aspecto filmes como Estamos Juntos e Vips podem ser bem cotados o que seriam opções boas já que Tropa de Elite tem méritos pra concorrer em outras categorias apesar disso não ser provável.
No ultimo ano o filme escolhido para representar o país foi Lula o filho do Brasil e em 2010 Salve Geral. Vale lembrar que o Brasil não disputa o melhor filme estrangeiro desde 1999 com Central do Brasil de Walter Salles e não participa da cerimonia desde as 4 indicações de Cidade de Deus em 2002.
“A antropóloga”, de Zeca Nunes Pires.
“As mães de Chico Xavier”, de Glauber Filho e Halder Gomes
“Assalto ao Banco Central”, de Marcos Paulo
“Bruna Surfistinha”, de Marcus Baldini
“Estamos juntos”, de Toni Venturi
“Família vende tudo”, de Alain Fresnot
“Federal”, de Erik de Castro
“Vips”, de Toniko Melo
“Histórias Reais de um Mentiroso VIPS”, de Mariana Caltabiano
“Lope”, de Andrucha Waddington
“Malu de bicicleta”, de Flávio Ramos Tambellini
“Mulatas! um tufão nos quadris”, de Walmor Pamplona
“Quebrando o tabu”, de Fernando Grostein Andrade
“Trabalhar cansa”, de Juliana Rojas e Marco Dutra
“Tropa de elite 2″, de José Padilha
Comente qual o seu favorito e qual você acha que será escolhido.
Crítica – O Discurso do Rei
Independente da época, histórias da realeza tem grande encanto no público. O cinema se apropria destas histórias lançando sempre filmes que são sucesso de bilheteria, vide a Rainha, A Outra, Elizabeth… Desta mesma forma O discurso do Rei tem alcançado sucesso nos cinemas e agradado o público.
The king’s speech no original conta a história do rei George VI, Colin Firth (O direito de amar, Os fantasmas de scrooge), que ainda como príncipe mas o mais provável candidato ao trono não consegue discursar devido a gagueira que o acompanha desde a infância. Com a ascensão do rádio, é certo que os discursos do rei seriam transmitidos para toda a nação através do aparelho, era preciso um rei de ótima oratória. Após procurar tratamento com muitos médicos resolve tentar com um terapeuta pouco ortodoxo e de métodos peculiares Lionel Logue, Geofrey Rush (Piratas do Caribe, Elizabeth: A era de ouro) que tem uma atuação exata. A partir daí cria-se uma amizade entre o terapeuta e o rei, que posteriormente torna-se um brilhante orador e seus discursos são lembrados como muito importantes na união do país em tempos de guerra.
A direção é de Tom Hooper conhecido mais por seu trabalho em séries de TV. O assunto do filme não é dos mais fáceis
de se transpor para a tela do cinema, mas o diretor faz um bom trabalho, apesar de alguns momentos lentos que podem cansar um pouco o público. Colin Firth tem uma ótima atuação, não deixa a gagueira ser extremada e mantém um ar de realeza britânica mesmo com problema de fala e até mesmo ao xingar. Helena Boham Carter faz o papel da rainha Elizabeth, ela aparece pouco no filme mas é interessante ver a carreira da atriz se diversificando além dos personagens bizarros de Burton.
A fotografia de Dany Cohen é bélissima, parecendo que antigas fotos ganharam movimento. Mas apesar de seus méritos muito dos quais devido as atuações de Colin Firth e Geofrey Rush, O Discurso do Rei nada mais é do que um filme sobre realeza britânica e um filme sobre amizade e isso não faz deste um filme excepcional.
Melhores filmes 2010
Alguns dos melhores filmes de 2010 estão em cartaz a partir desta terça-feira (23) até 6 de março no CCBB, na mostra Melhores do Ano pela Associação de Críticos e de Cinema do Rio de Janeiro. Destaques para A fita branca de Michael Haneke, vencedor da palma de ouro em 2009, O segredo de seus olhos de José Campanella, produção argentina que ganhou o oscar de melhor filme estrangeiro, Kick-Ass uma incrível adaptação de HQ que conta a historia de um rapaz comum e sem poderes qu
e resolve virar herói. Ilha do Medo, intrigante filme policial do diretor Martin Scorsese com atuação de Leonardo di Caprio.
Algumas exibições serão sucedidas por debates com críticos, cineastas, atores e quadrinistas. Completam a programação os filmes O Escritor Fantasma de Roman Polanski; Tropa de Elite 2, de José Padilha; Mother – A Busca pela Verdade de Bong Joon-ho; Tudo Pode dar Certo, de Woody Allen; Um Homem Sério, de Joel e Ethan Coen; Vincere, de Marco Bellocchio confira os horários abaixo ou no site da mostra.
22 de fevereiro | terça-feira
15h30 | A Fita Branca (Das Weisse Band – Eine Deutsche Kindergeschichte), de Michael Haneke (Alemanha/França/Austria/Itália) – 144 min, 16 anos.
18h00 | Vincere, de Marco Bellocchio (Itália/Alemanha) – 128 min, 16 anos.
Após a última sessão, debate com os críticos Carlos Alberto Mattos, Leonardo Luiz Ferreira e Luiz Gallego.
Convidado: Silvio Da-Rin (cineasta).
23 de fevereiro | quarta-feira
15h30 | Ilha do Medo (Shutter Island), de Martin Scorsese (EUA) – 148 min, 14 anos.
18h00 | Mother – A Busca pela Verdade (Madeo), de Bong Joon-ho (Coréia do Sul) – 128 min, 14 anos.
Após a última sessão, debate com os críticos Mario Abbade e Gilberto Jr.,
Convidados: Fernando Ceylão (autor, ator e diretor) e Jurandir Freire Costa (psicanalista).
24 de fevereiro | quinta-feira
16h00 | Tropa de Elite 2, de José Padilha (Brasil) – 118 min, 16 anos.
18h00 | Kick-Ass – Quebrando Tudo (Kick-Ass), de Matthew Vaughn (EUA/Inglaterra) – 118 min, 18 anos.
Após a última sessão, debate com os críticos Marcelo Janot, Ricardo Cota e Ricardo Largman.
Convidados: José Padilha (cineasta) e Arnaldo Branco (quadrinista).
25 de fevereiro | sexta-feira
15h30 | O Escritor Fantasma (The Ghost Writer), de Roman Polanski (França/Alemanha/Inglaterra) – 128 min, 12 anos.
18h00 | O Segredo dos seus Olhos (El secreto de sus ojos), de Juan José Campanella (Argentina/Espanha) – 127 min, 16 anos.
26 de fevereiro | sábado
16h00 | Tropa de Elite 2, de José Padilha (Brasil) – 118 min, 16 anos.
27 de fevereiro | domingo
15h30 | A Fita Branca, de Michael Haneke (Alemanha/França/Austria/Itália) – 144 min, 16 anos.
01 de março | terça-feira
16h00 | Tudo Pode dar Certo (Whatever Works), de Woody Allen (EUA/França) – 98 min, 12 anos.
18h00 | Um Homem Sério (A Serious Man), de Joel e Ethan Coen (EUA/França/Inglaterra) – 105 min, 14 anos.
Após a última sessão, debate com os críticos Maria Silvia Camargo, Denise Lopes, Mario Abbade.
Convidados: Ingrid Guimarães (atriz) e Arnaldo Bloch (jornalista e escritor).
02 de março | quarta-feira
15h30 | O Escritor Fantasma (The Ghost Writer), de Roman Polanski (França/Alemanha/Inglaterra) – 128 min, 12 anos.
18h00 | O Segredo dos seus Olhos (El secreto de sus ojos), de Juan José Campanella (Argentina/Espanha) – 127 min, 16 anos.
Após a última sessão, debate com os críticos Daniel Schenker, Mario Abbade e Rodrigo Fonseca.
Convidado: Marcelo Pedreira (romancista, dramaturgo e diretor de teatro).
03 de março | quinta-feira
15h30 | Ilha do Medo (Shutter Island), de Martin Scorsese (EUA) – 148 min, 14 anos.
18h00 | Mother – A Busca pela Verdade, de Bong Joon-ho (Coréia do Sul) – 128 min, 14 anos.
04 de março | sexta-feira
16h00 | Tudo Pode dar Certo (Whatever Works), de Woody Allen (EUA/França) – 98 min, 12 anos.
18h00 | Um Homem Sério (A Serious Man), de Joel e Ethan Coen (EUA/França/Inglaterra) – 105 min, 14 anos.
05 de março | sábado
16h00 | Kick-Ass – Quebrando Tudo (Kick-Ass), de Matthew Vaughn(EUA/Inglaterra) – 118 min, 18 anos.
06 de março | domingo
15h30 | Vincere, de Marco Bellocchio (Itália/Alemanha) – 128 min, 16 anos.
Macarronada
Western Spaghetti foi como ficaram conhecidos os filmes de faroeste realizados por produções italianas na década de 60, época em que o gênero, tipicamente americano, já deixava de ser produzido em Hollywood. Diretores italianos como Sergio Leone, Gianfranco Parolini, Sergio Corbucci realizaram neste período filmes que se tornariam clássicos do Cinema.
O CCBB – Rio faz do dia 24 de Agosto a 10 de Setembro a mostra Faroeste Spaghetti, o bang bang à italiana. Na programação a trilogia dos dólares de Sergio Leone que consolidou a carreira de Clint Eastwood e ainda possui trilha sonora do mestre Enio Morricone.
Na quarta feira 01/09 tem debate sobre O Faroeste Clássico Americano e o Faroeste Spaghetti. No semana seguinte (08/09) o tema do debate é O Universo Sonoro no Faroeste Spaghetti.
Confira programação abaixo, para sinopses dos filmes clique aqui.
Terça, 24 de agosto
17h – Keoma (105 min.)
19h – Era Uma Vez No Oeste (165 min.)
Quarta, 25 de agosto
17h – Viva Django! (88 min.)
19h – O Dia da Desforra (106 min.)
Quinta, 26 de agosto
17h – Sartana (95 min.)
19h – Uma Bala Para o General (135 min.)
Sexta, 27 de agosto
17h – Sabata (109 min.)
19h – Os Violentos Vão Para o Inferno (110 min.)
Sábado, 28 de agosto
17h – O Retorno de Sabata (100 min.)
19h – A Morte Anda a Cavalo (120 min.)
Domingo, 29 de agosto
17h – Django (90 min.)
19h – Meu Nome é Ninguém (117 min.)
Terça, 31 de agosto
17h – Eles Me Chamam Trinity (106 min.)
19h – Trinity – Ainda é Meu Nome (117 min.)
Quarta, 01 de setembro
16h – Era Uma Vez No Oeste (165 min.)
19h – Debate: O Faroeste Clássico Americano e o Faroeste Spaghetti
Quinta, 02 de setembro
17h – Keoma (105 min.)
19h – Por Um Punhado de Dólares (100 min.)
Sexta, 03 de setembro
17h – Trinity – A Colina dos Homens Maus (97 min.)
19h – Por Uns Dólares a Mais (132 min.)
Sábado, 04 de setembro
17h – Sartana (95 min.)
19h – Três Homens em Conflito (161 min.)
Domingo, 05 de setembro
17h – Vamos Matar, Companheiros (118 min.)
19h – Quando Explode a Vingança (157 min.)
Terça, 07 de setembro
17h – Sartana (95 min.)
19h – Uma Bala Para o General (135 min.)
Quarta, 08 de setembro
17h – Por Um Punhado de Dólares (100 min.)
19h – Debate: O Universo Sonoro no Faroeste Spaghetti
Quinta, 09 de setembro
17h – Trinity – A Colina dos Homens Maus (97 min.)
19h – Por Uns Dólares a Mais (132 min.)
Sexta, 10 de setembro
17h – Vamos Matar, Companheiros (118 min.)
19h – Três Homens em Conflito (161 min.)
Festival Brasileiro de Cinema Universitário

Acontece no Rio de janeiro até o próximo dia 08 de agosto, o Festival Brasileiro de Cinema Universitário. O evento que comemora os seus 15 anos mostra o que tem sido produzido pelos estudantes de cinema. Este ano serão mais de 350 curtas de 23 escolas e 18 países exibidos com entrada franca no Centro Cultural dos Correios.
Além da mostra competitiva nacional e internacional o festival vai fazer uma homenagem ao cineasta e professor da UnB Vladimir Carvalho, diretor dos longas Barra 68 e Conterrâneos Velhos.
Há também uma mostra sobre os 15 anos do Dogma 95 que em pareceria com o Instituto Cultural da Dinamarca exibirá filmes expressivos do movimento criado por Lars Von Trier. Será oferecido um curso sobre o Dogma 95 durante três dias a partir de terça-feira e no sábado dia 7 às 14h acontece uma masterclass sobre o diretor Lars Von Trier.
Confira a programação e outras informações aqui.
Farkas
Thomaz Farkas é um importante fotógrafo (brasileiro), que na década de 60 resolveu levar a diferentes regiões do Brasil um grupo de cineastas para documentar os regionalismos, os costumes e a cultura do povo. Em busca desse cinema verdade, saíram raridades do cinema documental brasileiro. Num retrato fiel sobre o Brasil da época com belíssimas imagens.
O Instituto Moreira Sales exibe de 30 de Abril a 6 de Maio filmes que compõe a série A condição brasileira. Filmes produzidos ou dirigidos por Farkas além de um documentário sobre a vida de Thomaz Farkas realizado pelo diretor Walter Lima Jr.
Destacam-se os filmes Hermeto, Campeão que mostra o multinstrumentista Hermeto Pascoal, capaz de tirar sons de qualquer objeto, em momentos de improvisação. Há uma cena inclusive de Hermeto fazendo um duelo com um sapo. Pixinguinha e a velha guarda do samba traz Pixinguinha numa apresentação no aniversário de São Paulo em 1954, as imagens foram sonorizadas posteriormente e são comentadas por Farkas neste filme. Paraíso, Juarez sobre o artista baiano Juarez e sua obra na entrada de um cinema na Bahia. O personagem vai explicando as gravuras que compõe sua obra num curta de 6 minutos. Todomundo trata da paixão nacional, o futebol. Sua origem, emoção e a alienação do povo brasileiro causada pelo esporte.
Os filmes em destaque foram lançados recentemente em DVD intitulado Projeto Thomaz Farkas. Um Box contendo 7 discos com os filmes de Farkas e de outros cineastas da Caravana Farkas
Confira a programação completa aqui.
Instituto Moreira Sales Rua Marques de São Vicente, 476. Gávea, Rio de Janeiro Tel.:21 3284-7400 De terça a domingo 10$ - inteira
Crítica – Alice no país das Maravilhas
Alice no país das maravilhas é um dos filmes mais esperados do ano, e isso já pode ser um problema. Grande parte dessa expectativa vem do fato do filme ser dirigido por Tim Burton, conhecido por imprimir em seus filmes um universo particular, é hoje um dos diretores mais badalados e pop de Hollywood. Tim Burton (Sweeney Todd, Noiva Cadáver, Peixe Grande) dotado de uma imaginação característica parecia ser o diretor ideal para levar aos cinemas uma versão do clássico infantil escrito por Lewis Carroll com tantos elementos fantásticos.
Alice in Wonderland no original atualiza a historia e mostra uma jovem com seus 19 anos que ao ser surpreendida por uma festa de noivado com um rapaz que não a interessa foge para o mundo mágico onde esteve quando criança mas que ao retornar pensou ser apenas um sonho. No país das maravilhas reencontra personagens da obra original como o coelho, o Chapeleiro Louco e a Rainha Vermelha, que domina o mundo com tirania. Alice é aguardada como a salvadora desta terra encantada.
Muitos diretores tem seus atores preferidos para se trabalhar, Burton tem costumeiramente filmado com Johnny Depp (Inimigos Publicos, Piratas do Caribe) e sua esposa Helena Bonham Carter (Harry Potter e o principe mestiço) mas é nesse ponto que deu tão certo em Sweeney Todd que as coisas começam a se desencontrar.
Helena Bonham Carter interpreta a Rainha Vermelha e o primeiro erro que fizeram foi terem aumentado a cabeça da personagem digitalmente, já era estranho perceber isto nas fotos, no filme é ainda mais sofrido. Helena com a ajuda destes artifícios digitais dá um tom de sátira a rainha e assim fica difícil convencer que ela é realmente tão má.
Johnny Depp já demonstrou ser um ótimo ator, com um incrível poder de imersão e transformação de um
personagem para outro, desde vilões aos mais carismáticos. Como Chapeleiro Louco, Depp mergulha num personagem excêntrico com cílios irritantemente brancos que recepciona Alice no país das maravilhas. Johnny Depp faz isso tudo com maestria mais uma vez. O problema é que é difícil manter um ator do porte de Depp como coadjuvante, algo que Burton de fato não consegue fazer, e acaba dando muita atenção para este personagem que vira uma espécie de consciência de Alice.
Melhor seria se Tim Burton tivesse assumido essa preferência e feito uma história não sobre Alice mas sim sobre o Chapeleiro talvez assim teríamos um recorte interessante e bem trabalhado.
Um filme sobre Alice deve se concentrar em Alice, seus medos e obsessões, seus pensamentos difusos neste mundo e no mundo maravilhoso. Não é a toa que os poucos momentos em que isso acontece são os melhores do filme como seus diálogos com a Lagarta Absalom, uma espécie de psicólogo da fantasia, revelando e auxiliando a menina em suas crises. A Lagarta e o Gato são certamente os personagens mais interessantes do filme.Mia Wasikowska está bem no papel de Alice, é bonita e tem uma fragilidade sutil, mas não foi bem amparada e não recebeu a atenção devida na tela.
O roteiro do filme é fraco, a ideia de trazer uma Alice já crescida de volta ao país das maravilhas é interessante. O problema está no oráculo, uma especie de pergaminho que mostra o que vai acontecer nos dias futuros. Só que a todo momento alguém relembra o que acontecerá. Se o publico já sabe o que vem pela frente, não há muito o que esperar do desenrolar da história. Sem contar que se Alice precisa seguir tanto o destino preparado é estranho que ela consiga escapar do casamento arranjado pra ela na Inglaterra. Afinal o país das maravilhas não deveria ser pra ela aprender algo?
Alice no país das Maravilhas não consegue envolver o espectador que tinha tantas expectativas. Por fim o submundo fantástico da Noiva Cadáver de Tim Burton era muito mais interessante.
Onde está o Wally?
Olá a todos. Para aqueles que já achavam que este blog estava abandonado e que nunca mais seria postado nada de novo, aqui estamos. Para aqueles que torceram para que este fosse mais um empreendimento internético abandonado por mim… ainda não é deste vez. Não é desta vez também que saio da rede de macroblogs para a de microblogs. Mas quero dar algumas explicações sobre este sumiço e também porque tava querendo postar algo novo.
Nos ultimo período eu mudei de emprego, agora estou na TV da faculdade, deixo um link permanente pra quem quiser acompanhar de vez em quando e sempre que tiver alguma matéria minha eu comento aqui, para que vocês tenham a chance de ver esse trabalho também. Achei que daria para continuar a fazer algumas postagens esporádicas mas não foi bem assim. Além do mais eu estava com alguns problemas de conectividades, mas agora estes problemas foram todos sanados então estamos de volta com as notícias sensacionais.
altavertigem online full time
Crítica – Onde vivem os monstros
Somos uma família. Nós nos amamos. Temos formas estranhas de demonstrar isso e acabamos machucando uns aos outros.
Quando na abertura os emblemas dos estúdios aparecem riscados com lapis numa brincadeira de criança, percebe-se que este não será um filme comum, que rapidamente são esquecidos quando as luzes se acendem e procuramos a saída pelos corredores do cinema.
Max sai correndo “insanamente” atrás de um cachorro e pode parecer que esta é uma criança atentada, mas ele é muito mais que isso. Max é um menino comum, ama tanto sua irmã a ponto de odiá-la quando esta não lhe dá atenção. Uma criança comum com seus momentos afetivos e seus momentos rebeldes.
Onde vivem os montros conta a história deste menino num trabalho desafiador do diretor Spike Jonze em transformar um livro infantil de poucas páginas e palavras escrito em 1963 por Maurice Sendak num filme primoroso de 1h e 40min. Spike Jonze dirigiu, quero ser Jonh Malkovich, Adaptação e é o Produtor da Serie de Tv e filmes Jackass , nutria a anos o desejo de fazer a adaptação do livro de Sendak para as telas de cinema. E comprovou ser a pessoa certa para a função.
Where the wild thig are no original mostra Max, Max Records perfeito e provável nova sensação infantil de hollywood, um menino de 10 anos que após uma discussão com sua mãe na hora do jantar, foge de casa e embarca para a terra dos mostros onde poderá fazer o que quiser. Chegando a ilha conta a história de que era rei na terra de onde veio e assim é coroado rei dos monstros e começa a brincar e bagunçar. Finalmente Max encontrou com quem brincar e quem lhe dê atenção, finalmente os monstros podem se divertir e voltarem a ser felizes.
A camêra de Jonze sempre colocada muito perto dos personagens dá impressão de que somos parte da brincadeira, e como é divertido correr atrás de Max e brincar com os monstros. A fotografia de Lance Acord é magnífica e produz imagens lindas, até as cenas sem iluminação de Max chegando a ilha são ótimas. A trilha sonora de Carter Burwell e Karen Orzolek prenche o filme e pontua corretamente os seus diversos momentos.
Cada monstro tem uma personalidade marcante e tem voz de atores conhecidos como James Gadolfini (Familia Soprano) como Carol e Forest Whitaker (Ultimo Rei da Escócia) como Ira, porém outros atores que vestiram as pesadas roupas, quentes e difícil de andar durantes as gravações, uma opção de Jonze de usar poucos efeitos, um esforço recompensador.
Max brinca feliz com os monstros mas logo percebe que não poderá cumprir sua promessa de rei, deixar todos felizes. Os monstros tem as emoções extremadas e se desentendem facilmente. Max entende numa éspecie de terapia intensiva que as pessoas são diferente uma das outras e que os esforços para se manter a harmonia pode ser frustrado. Vê que há pessoas que ninguem se importa e que nem por isso ela deixa de ser importante, que existem aquelas que estão sempre de mau humor não importa os seus esforços e ainda assim são parte do grupo. Vê que as vezes nos desentendemos com os nossos melhores amigos e que eles vão querer nos devorar, mas eles ainda serão os nossos amigos.
Toda cena é cheia de símbolos, metáforas e poesia e isso não faz o filme massante, cada pessoa vai se identificando com determidas partes do filme. Incrivel pensar que um filme fale tanto da vida. Max chega com pensamentos confusos em seu barco em ondas revoltas e retorna com mar tranquilo, assim como é a vida.










